História Econômica Brasileira: A economia da colônia e do Império

Questões: Geografia | Um pouco de tudo

A economia colonial: estrutura, desenvolvimento, crise e transformações

. Estrutura: de acordo com Caio Prado Jr., em Formação Econômica do Brasil, a estrutura econômica do Brasil colônia era, basicamente, a de fornecer gêneros tropicais à metrópole, utilizando-se de três institutos: a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo. Por outro lado, há de se enfatizar duas concepções sobre as características que definem a estrutura colonial, como os fatores externos e os fatores internos; o exclusivo metropolitano  significava tanto a compra de produto colonial quanto na venda de mercadoria para a colônia, permitindo a absorção do excedente colonial pelo comércio metropolitano.

. Desenvolvimento: acumulação por meio de  compras de escravos, que amplia a capacidade de produção da colônia.

. Crise: a visão extremada diz que com a independência brasileira poucas mudanças, de fato, foram realizadas, uma vez que o país continuou dependente, só que, desta vez, da Inglaterra e de seu mercado. No entanto, o caráter escravista da produção colonial permitiu mudanças e é nas primeiras décadas de existência do Brasil que se nota grandes dificuldades financeiras para o governo. Além disso a crise, pode-se dizer, é proveniente dos gastos relativos à formação do aparelho administrativo e das despesas militares. Além disso, exemplo pontual é a o pagamento de indenização a Portugal para que este reconhecesse a independência do Brasil.

. Transformações: central para entender as transformações da economia brasileira é a transição da mão de obra escravista para a livre. Segundo Celso Furtado, essa transição é resultado da escassez de mão de obra escrava em fase de expansão da lavoura cafeeira e tem como consequência fundamental a formação de uma economia de mercado interno (marcada pelo desequilíbrio externo), passo decisivo no caminho da industrialização. A eliminação do caráter escravista dos moldes econômicos do Brasil era característica basilar para Celso Furtado, que entendia a imigração europeia como aquela capaz de criar condição essencial para a solidificação da indústria no país.

Império: dívida externa e seus motivos

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A economia cafeeira

. O café e a socialização das perdas: a socialização das perdas, à época cafeeira, em um contexto de crise e de desequilíbrio externo, o país, que tinha sua Balança Comercial em descompasso, importando mais do que exportando, tinha que equilibrar suas contas do Balanço de Pagamentos por meio de ações econômicas plausíveis. Para isso, o governo desvalorizou sua moeda para que atingisse as exportações, aumentando-as, o que acabou afetando àqueles que dependiam das importações. A socialização das perdas, portanto, é o compartilhamento da crise, que acabou sendo afetado pela queda das exportações, a outros setores, alavancando e retomando o equilíbrio da Balança Comercial por meio, exclusivamente, de ajustes cambiais. Além do câmbio, a consequente inflação gerada a partir desses ajustes também faz parte da socialização das perdas.

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