Geografia: Geografia Agrária

Distribuição geográfica da agricultura e pecuária mundiais

  • Nota-se que a agricultura e a pecuária mundiais têm como principal mercado o comércio internacional;
  • No Brasil, a pecuária pode ser relacionada com o desmatamento da região amazônica e a agricultura, dependendo da cultura, espalha-se por todo território nacional;
  • A soja, que é um dos principais produtos da nossa pauta de exportação, está localizada, sobretudo, no Mato Grosso;
  • Nos EUA, destacam-se os belts agrícolas (corn, wheat), cujos produtos representam, atualmente, o cerne da pauta exportadora estadunidense;

Estrutura e funcionamento do agronegócio no Brasil e no mundo

  • O processo de ocupação e as atividades econômicas desenvolvidas no Brasil estiveram fortemente relacionados com a exploração da terra e, portanto, das potencialidades naturais contidas em seu território;
  • Desde o início da colonização as atividades envolviam produtos agrícolas, ou de caráter extrativo, como pau-brasil, cana de açúcar, fumo, algodão, café, borracha e cacau;
  • O modelo econômico primário-exportador manteve-se durante a Colônia, o Império e o início da República; somente após a Segunda Guerra Mundial o país começa a modernizar-se, com a introdução de máquinas e insumos e de novas variedades de culturas;
  • A partir de 1960, o país passa a adotar políticas públicas específicas para a modernização da agricultura, consolidando a grande agricultura comercial;
  • Em 1970, os investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura, no armazenamento e na modernização da produção foram ampliados;
    • O período pós-64 foi a geração da Revolução Verde brasileira; Revolução porque houve grande investimento em modernização do aparato agrícola, permitindo melhores condições para a exportação de commodities.

José Graziano da Silva demonstra, por meio da periodização abaixo, a transição do complexo rural para o complexo da agroindústria

  • 1850-90: gradativa redução do trabalho escravo e a introdução do trabalho livre nas fazendas de café do Oeste paulista. Algumas atividades já se separam do complexo cafeeiro, quebrando aquela rígida estrutura autárquica do complexo rural: cria-se um setor independente de formadores de fazendas de café; separam-se também alguns pequenos produtores de alimentos e de pequenas indústrias rurais para abastecimento das cidades e vilas que se formavam;
  • 1890-1930: constitui o auge do complexo cafeeiro, antes da grande crise. Ampliam-se as atividades tipicamente urbanas e outros setores começam a emergir do complexo cafeeiro; consolida-se a indústria têxtil como a primeira grande indústria nacional; e se inicia a substituição de importações de uma ampla gama de bens de consumo “leves”;
  • 1930-60: fase de integração dos mercados nacionais. Ao longo desses 30 anos, o complexo cafeeiro, que abrira espaço para a industrialização, vê esse processo ganhar um dinamismo próprio pelas novas possibilidades que se abriram com a substituição de importações. E foi o café que financiou esse processo por meio dos mecanismos de diferenciação cambial que protegiam as indústrias nascentes do país, à custa de um confisco estabelecido sobre o preço da saca exportada.

Estrutura fundiária, uso da terra e relações de produção no campo brasileiro

  • Região Sul tem a menor desigualdade na distribuição de terras entre diferentes estrtaos de área. O imigrante europeu reproduziu o padrão agrícola da Europa Ocidental, parcelando as terras em pequenas propriedades – característica da agricultura familiar.
  • Diferente da região Sul, as regiões Nordeste e Centro-Oeste são as que mais possuem desigualdade fundiária, uma vez que nelas nota-se o aprofundamento do processo de modernização e na inserção ao mercado mundial de commodities agrícolas.
  • Na Região Norte, a presença de grandes estabelecimentos na fronteira agropecuária contrasta com o domínio de pequenos estabelecimentos de produtores posseiros, denominados ribeirinhos, que historicamente ocuparam, com sua produção familiar, basicamente de subsistência, e com a pesca artesanal os recursos dos rios e os solos de várzea fertilizados naturalmente pelos cheias sazonais.
  • Na Região Sudeste, observa-se uma complexa convivência entre áreas de forte, média e pequena desigualdade na concentração de terras em geral associadas a antigos processos de ocupação, como nas áreas de colonização europeia do Espírito Santo e Rio de Janeiro, assim como as áreas de pequenos e médios estabelecimentos no sul de Minas. Por outro lado observa-se que a especialização em lavouras modernizadas, como as de cana-de-açúcar, em São Paulo, de modo geral, expulsa o produtor de menor grau de capitalização.
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Uma resposta para “Geografia: Geografia Agrária

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