Relações Bilaterais: Brasil-Rússia

Russia

Brasil e Rússia estabeleceram relações diplomáticas ainda no início do século XIX, quando o Imperador russo reconhece a monarquia de D. Pedro I, em 1828. Desde então, os dois países rompem e reatam as relações diversas vezes. Delineando, brevemente, a história diplomática entre os dois países, durante os anos 1960 Roberto Campos lidera a missão comercial ao Leste Europeu e à União Soviética, estabelecendo a I Reunião da Comissão Mista Brasil-URSS. Nos anos 1970, o comércio intensifica-se, principalmente, pela necessidade brasileira em adquirir petróleo soviético. Além disso, acordos de cooperação técnico-científica, como a hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, são firmados. Em 1989, o presidente Sarney retribui a visita do chanceler soviético, feita em 1987, na qual parcerias são estabelecidas para a construção de hidrelétricas no Equador, na Etiópia e em Angola. A partir de 1990 a relação entre os dois países fica um pouco instável devido à transição do governo soviético e à crise russa, de 1998. Com o governo Lula, o Brasil criou a Comissão de Alto Nível e elevou a Rússia a um parceiro estratégico. As principais áreas de interesse bilateral são pautadas em comércio, em energia, em cooperação tecnológico- militar e em questões políticas.

A Rússia, atualmente, é o maior mercado das exportações de carnes brasileiras. Embora a Rússia tenha entrado com medidas fitossanitárias contra esse produto, o Brasil apoiou a entrada daquele país na Organização Mundial do Comércio, uma vez que estar sob o arcabouço técnico-jurídico da OMC é melhor para o comércio internacional como um todo. Após o apoio, a Rússia decidiu retirar as barreiras, e o comércio bilateral vem crescendo, sendo o Brasil superavitário na Balança Comercial, importando, sobretudo, fertilizantes. Em relação à energia, há, entre os dois países, cooperação em matéria de (bio)combustíveis: a Rússia tem interesse no desenvolvimento de biocombustíveis brasileiros e o Brasil pode vir a depender ainda mais do gás e do petróleo russos (Gazprom). No quesito tecnológico-militar, há o desenvolvimento de centros tecnológicos em ambos os países e o Brasil adquiriu, em 2008, 12 helicópteros de combate russos. Nas questões

políticas, é sabido que a Rússia faz parte dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança, dessa forma, portanto, o Brasil ao apoiar a entrada russa na OMC, solicitou, em troca, o suporte ao seu pleito naquela instância, no qual a Rússia aceitou oferecer. Ainda, os dois países participam dos BRICS e do G-20. Os desafios dessa parceria são as opiniões divergentes acerca de temas delicados, como, por exemplo, secessão de Estados (Chechênia). Os vetores externos russos baseiam-se no Oriente (expansão para a Ásia – China e Índia) e no Ocidente (aproximação com a União Europeia e Estados Unidos); já o Brasil contempla, em relação à Rússia, condições geopolíticas, sobretudo no comércio e na cooperação industrial, na qual a Rússia pode transferir tecnologia nessa área.

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