O Programa de Governo dos presidenciáveis 2014: A Política Externa para o PT

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“Mais mudanças, mais futuro”: Programa de Governo de Dilma Rousseff (PT).

Texto retirado na íntegra.

A prioridade à América do Sul, América Latina e Caribe se traduzirá no empenho em fortalecer o MERCOSUL, a UNASUL e a Comunidade dos Países da América Latina e Caribe (CELAC), sem discriminação de ordem ideológica. o Brasil buscará antes de tudo a integração da região, por meio do fomento do comércio e da integração produtiva. Para tanto, dará ênfase especial à integração financeira e de suas infraestruturas física e energética. as transformações econômicas, sociais e políticas dos últimos anos em nosso continente habilitam a região a ser um importante ator no mundo multipolar que hoje se está desenhando.

Da mesma forma será dada ênfase a nossas relações com a África, com os países asiáticos – a China é nosso principal parceiro comercial – e com o mundo árabe. A importância dada aos países do SUL do mundo, que têm expressão concreta nos BRICS, não significa desconsiderar os países desenvolvidos. Bem ao contrário, é de grande relevância nosso relacionamento com os Estados Unidos, por sua importância econômica, política científica e tecnológica, sem falar no volume de nosso comércio bilateral. Critério semelhante é válido para nossas relações com a União Europeia e com o Japão.

Nossa presença no mundo será marcada pela defesa da democracia, pelo princípio de não-intervenção e respeito à soberania das nações, pela luta pela paz e pela solução negociada dos conflitos, pela defesa dos Direitos Humanos, pelo combate à pobreza e às desigualdades, pela preservação do meio-ambiente e pelo multilateralismo. Queremos construir igualmente mecanismos que protejam todas as formas de comunicação – a internet, em particular – assegurando a privacidade da cidadania, das empresas e dos governos.

A prioridade que conferimos a uma visão multilateral do mundo nos conduz e conduzirá a lutar pela reforma dos principais organismos internacionais, como a ONU, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, entre outros, cuja governança hoje não reflete a atual correlação de forças global. A política externa tem sido e continuará sendo mais do que um instrumento de projeção do Brasil no mundo. Trata-se de um elemento fundamental de nosso projeto de nação.

O segundo governo Dilma vai ter uma grande oportunidade: a de completar um segundo ciclo de mudanças, findo o qual o Brasil terá produzido uma ruptura sem volta à estrutura tradicional da sociedade brasileira, a um passado cujas bases foram assentadas em desigualdade, crescimento econômico condicionado aos interesses das elites tradicionais – e fundamentalmente excludente – e uma indiferença enorme em relação a uma situação até então imutável de miséria que vitimou adultos e crianças ao longo de séculos. Há doze anos, o PT propôs à sociedade um novo Brasil, mais justo, mais humano e mais desenvolvido. agora, a Presidenta Dilma disputa mais um mandato, com a certeza de que pode mudar em definitivo a história do Brasil.

No novo patamar proposto para um Brasil que já se renovou muito, vamos criar as condições para que o país deixe para trás esse passado de desigualdades e exclusões e cuide, com paixão e desvelo, das crianças, jovens e adultos, para que todos vivam num país cheio de oportunidades. Para tornar-se, enfim, um país desenvolvido.

Leia o Programa de Governo completo aqui.

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