Seleção de Notícias #2: Semana 09/03 a 15/03

Por Rafaela Marinho*

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Esta seleção de notícias é realizada pela ferramenta de fichamentos do Clipping CACD e pelo Clipping de Notícias diário da plataforma. Esta seleção não pretende abranger ou esgotar a totalidade de assuntos e de fontes relevantes na atualidade para os estudos ao CACD. É importante manter uma leitura própria dos assuntos pertinentes.

BRASIL

RELAÇÕES BILATERAIS:

BRASIL— MÉXICO:

Notícia:

Na segunda (09/03), o Brasil e o México prorrogaram o Acordo Automotivo (ACE-55) até março de 2019. O acordo, chamado “5° Protocolo Adicional ao Apêndice II do Acordo Automotivo (ACE-55)” e que rege o comércio automotivo entre os dois países, sofreu alterações no que se refere à administração das quotas. Vale lembrar: O comércio automotivo com o México é regulado pelo Acordo de Complementação Econômica N° 55, da ALADI, em vigor desde 2003 e, em 2014, o intercâmbio comercial no setor somou US$ 4,137 bilhões, representando 45,8% do comércio bilateral. (Fonte: Nota 63 do MRE)

O que disse o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro?

“O acordo traduz um ponto de equilíbrio considerando a atual conjuntura. É de conhecimento que o mercado doméstico vive uma certa retração. Esperamos nos próximos anos criar condições para haver uma relação mais equilibrada e que estimule o Brasil a ter uma posição de maior exposição.” (Fonte: “Acordo automotivo com o México respeita diferenças, diz ministro” do Estadão)

Análises:

BRASIL—EUA:

Notícia:

Na sexta (13/03), o Palácio do Planalto informou que a presidente Dilma Rousseff conversou, por telefone, com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Eles reafirmaram a importância das relações bilaterais, especialmente na área de energia e comércio. Vale lembrar: Dilma encontrará o presidente Barack Obama na Cúpula das Américas, em abril, na Cidade do Panamá. (Fonte: Nota à Imprensa do Palácio do Planalto)

Vale lembrar também: O evento contará pela primeira vez, desde que começou a ser realizado, em 1994, com a participação de Cuba.

Na segunda (09/02), a repórter do jornal “O Globo” Eliane Oliveira, que cobre a diplomacia brasileira em Brasília, publicou uma matéria sobre o fortalecimento das relações comerciais do país com os Estados Unidos. Com o título de “Dilma decide apostar nos EUA em recuperação”, a reportagem cita a estimativa de um potencial de, no mínimo, 50% a mais no fluxo bilateral, ou seja, cerca de US$ 30 bilhões por ano, somente com os acordos que já começaram a ser negociados no mês passado, quando o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, visitou Washington. Segundo o ministro, uma agenda de curto prazo, com resultados concretos, está sendo definida. A agenda bilateral atual tem como elementos centrais ações voltadas à facilitação de comércio e à convergência regulatória entre os dois países. Enquanto as vendas para a China caíram mais de 40%, os embarques para o mercado americano subiram cerca de 10%. Por outro lado, o Brasil representa, hoje, menos de 2% do comércio internacional dos EUA.

Análises:

  • “Sobre Brasil e EUA” por Julia Sweig na Folha. A diretora do programa de América Latina e do Programa Brasil do Council on Foreign Relations, centro de estudos da política internacional dos EUA, faz um balanço dos assuntos que tratou em suas colunas durante os últimos três anos, desde que começou a escrever como colunista para o jornal brasileiro. Nessa análise, ela faz uma relação entre a presidência do norte-americano Lyndon B. Johnshon (1963-1969), que promoveu programas e leis de direitos civis do plano Grande Sociedade e os presidentes Lula e Barack Obama.
  • “Mal na foto” por Helena Celestino do Globo. O artigo aborda muitos assuntos. Entre eles, o das missões de paz em que o Brasil se envolveu (Darfur, Haiti, Líbano) e as dívidas pendentes delas, que, segundo a jornalista, interferem no prestígio brasileiro no cenário internacional. Além disso, a crítica ressalta o fato de o Brasil não ter sido avisado pelos Estados Unidos das sanções contra a Venezuela, em um momento de retomada de relações com Cuba.

BRASIL—GEÓRGIA:

Notícia:

Na quarta (11/03), o Brasil e Geórgia estabeleceram, por troca de notas, isenção recíproca de vistos para nacionais de ambos os países que viajam a turismo ou a negócios, para estadas de até 90 dias a cada período de 180 dias. A isenção de vistos entrará em vigor no dia 10 de abril de 2015. Vale lembrar: O Brasil possui agora entendimentos bilaterais para isenção de vistos de turismo e negócios com 81 países. (Fonte: Facebook Ministério das Relações Exteriores)

Leia mais sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Geórgia.

ITAMARATY:

Esta semana o Ministério de Relações Exteriores (MRE) informou sobre o lançamento da nova página brasileira do MERCOSUL — vale lembrar: No primeiro semestre de 2015, o Brasil ocupa a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL — e sobre a declaração da ONU de 2015 como Ano Internacional dos Solos.

ECONOMIA BRASILEIRA:

ALTERAÇÃO DO PIB:

Na quinta (12/03), a Folha publicou reportagem, sob o título de “PIB de 2011 passa de R$4,1 tri a R$4,4 tri”, sobre a alteração no cálculo do PIB brasileiro pelo IBGE. Desde 2010, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trabalha para introduzir novas recomendações metodológicas da ONU, lançadas em 2008, para o cálculo do PIB. O organismo internacional deu prazo até 2016 para a maior parte dos países. (Fonte: Folha)

Veja como ficou o gráfico do Produto Interno Bruto dos últimos governos do país.

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INFRAESTRUTURA:

Na quinta (12), durante a inauguração de obras no terminal portuário no Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff informou que o governo estuda a implantação de um “novo projeto de concessões” à iniciativa privada de rodovias, hidrovias e aeroportos no País. (Fonte: Palácio do Planalto).

O que a presidente Dilma Rousseff disse?

Sobre concessões em aeroportos: “Estamos agora estudando várias alternativas. Algumas já tem um nível maior de definição, mas ainda estão em discussão. Porto Alegre, Salvador Florianópolis [são os aerportos em estudo, mas há] há outros, não são só esses não.”

Sobre concessões em hidrovias: “O Brasil precisa usar todos seus chamados caminhos hidroviários, principalmente acima do paralelo 16 [onde se localizam as novas fronteiras agrícolas do país], tudo que for melhorado em hidrovia resulta em ganhos para os exportadores de grãos e minérios.”

Leia mais:

“Nova etapa de concessões terá hidrovias” no Estadão.

“Governo quer privatizar aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre” no Globo.

COMÉRCIO EXTERIOR:

Na segunda (09/03), o Estadão publicou uma reportagem sobre um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que mostra uma avaliação do comércio exterior brasileiro. A conclusão do estudo é de que a pauta de exportação do país ficou mais pobre, isso porque o Brasil se consolidou nos últimos oito anos como um exportador de itens que são quase matérias-primas também no segmento industrial. O estudo trata da indústria com base na intensidade tecnológica e levou em conta 2006, quando a balança industrial era superavitária, e 2014, ano que a indústria teve déficit histórico.

AMÉRICA LATINA & CARIBE

VENEZUELA:

Notícias dia por dia:

Na segunda (09/03), o presidente norte-americano Barack Obama assinou uma ordem executiva declarando a situação atual na Venezuela como ameaça à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. (Fonte: The White House) O presidente também anunciou o congelamento de bens de sete autoridades venezuelanas acusadas de violação dos direitos humanos. (Fonte: The White House – Lista dos setes nomes). Vale lembrar: Os dois países não têm relações diplomáticas plenas desde 2010. A declaração de “ameaça à segurança nacional” é a linguagem padrão que permite sanções a um terceiro país, similar às que os EUA têm contra países como a Síria ou o Irã. A ordem de Obama expandiu sanções já aprovadas e sancionadas em dezembro pelo Congresso americano.

Na terça (10/03), Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, solicitou à Assembleia Nacional do país a aprovação de uma nova Lei Habilitante — dispositivo previsto na Constituição, no qual o presidente pode pedir poderes extraordinários ao Congresso por tempo determinado para cuidar de um tema emergencial. A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) anunciou reunião extraordinária para a quarta-feira. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também nesse dia, divulgou nota sobre a visita da Comissão de Chanceleres da Unasul à Venezuela, realizada no dia 6 de março. (Fonte: MRE – Nota 65)

Na quarta (11/03), parlamentares da Assembleia Nacional da Venezuela aprovam a Lei Habilitante solicitada por Maduro e a Unasul adiou a reunião extraordinária que seria realizada em Montevidéu. Vale lembrar: A UNASUL é hoje o único organismo internacional que conta com a aprovação tanto do governo como da oposição para levar adiante a promoção do diálogo entre os venezuelanos.

Na quinta (12/03), a Justiça da Venezuela emitiu mandados de prisão contra opositores exilados nos EUA, acusados de terrorismo. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, na TV estatal. Também nesse dia, Nicolás Maduro anunciou a criação do Conselho Presidencial do Poder Popular para a Comunicação, para combater o que classificou como “guerra psicológica dos veículos comerciais do país” e a Unasul informou a remarcação da reunião de chanceleres para a sexta, em Quito, onde fica a Secretaria-Geral da organização.

Na sexta (13/03), Rodolfo González, ex-piloto de aviação, militante da oposição na Venezuela e preso desde o ano passado, foi encontrado morto em sua cela no quarte-general do serviço secreto venezuelano (Sebin). González seria transferido nesse mesmo dia a um centro de detenção comum. Segundo o advogado de González, ele teria cometido suicídio por temer a transferência.

No sábado (14/03), a Unasul divulgou comunicados oficiais sobre a situação na Venezuela.

Em um deles, a organização manifesta seu rechaço ao decreto dos Estados Unidos, que classificou como “uma ameaça intervencionista à soberania e ao princípio de não intervenção aos assuntos internos de outros Estados” e pede a derrogação da ordem executiva americana. (Fonte: Comunicado Oficial 169 – Unasul)

Em outro comunicado, a organização defende a resolução do conflito pelos “mecanismos democráticos previstos na Constituição venezuelana” e manifestou apoio para “a celebração das próximas eleições parlamentares” no país. (Fonte: Comunicado Oficial 170 – Unasul)

No domingo (15/03), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também publicou comunicado oficial repercutindo as decisões anunciadas pela Unasul no dia anterior. (Fonte: MRE – Nota 74)

O que disseram os Estados Unidos?

“Apesar das declarações do governo venezuelano, não estamos promovendo a instabilidade no país. As sanções se restringem a suspeitos de corrupção e pessoas que cometeram abusos de direitos humanos”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

O que disse a Venezuela?

“O presidente Barack Obama deu o passo mais agressivo, injusto e nefasto que os EUA jamais deram contra a Venezuela. Qualificar a Venezuela como uma ameaça custará muito caro aos Estados Unidos, política, diplomática e humanamente”, disse Nicolás Maduro.

O que disse a Unasul?

O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, considerou a iniciativa dos EUA uma forma de radicalizar os ânimos em meio às negociações mediadas por Brasil, Colômbia e Equador.

Um dos principais mediadores da crise venezuelana, ele disse que não é o momento de buscar o confronto com os Estados Unidos. O ex-presidente colombiano defendeu o diálogo entre Caracas e Washington para amenizar o impasse atual.

“Acredito que todos os países têm de discutir ao lado dos Estados Unidos para onde vão as relações no continente”, disse Samper a jornalistas em uma palestra para estudantes no Equador. “Devemos definir se participamos de um multilateralismo compartilhado por todos ou se há espaço para decisões unilaterais como essa.”

Leia os comunicados oficiais da Unasul.

O que o Brasil disse?

“A realização das eleições foi confirmada nas reuniões que tivemos com o presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) e com Maduro. O Brasil não julga nada. A comissão da Unasul viajou para promover o diálogo e não para emitir juízos de opinião”, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Leia os comunicados oficiais do Ministério das Relações Exteriores.

O que Cuba disse?

O governo de Cuba manifestou “apoio incondicional” à Venezuela. Em declaração no jornal “Granma”, a chancelaria cubana chamou de “arbitrária e agressiva” a ordem de Barack Obama e a considerou uma represália às medidas intervencionistas das autoridades governamentais e do Congresso.

“Como a Venezuela ameaça os Estados Unidos? A milhares de quilômetros de distância, sem armas estratégicas e sem empregar recursos nem funcionários para conspirar contra a ordem constitucional americana”, questionou a nota. Também no diário estatal cubano, por meio de carta, o líder Fidel Castro parabenizou Maduro por seu “brilhante e valente” discurso diante dos “planos brutais” dos Estados Unidos contra seu país.

“Tuas palavras passarão para a história como prova de que a Humanidade pode e deve conhecer a verdade”, disse Fidel.

Vale lembrar: Esse foi um dos primeiros momentos de crítica de Cuba à atuação dos Estados Unidos desde a retomada das relações diplomáticas entre os dois países, anunciada em dezembro.

O que a Alba disse?

“Se alguém toca um de nós, toca todo mundo”, disse, em nota, a Alternativa Bolivariana para os Povos das Américas (Alba).

O que a Organização dos Estados Americanos (OEA) disse?

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse, na segunda, em La Paz, que a ordem executiva dos Estados Unidos aumenta os riscos de tensão no continente. “Os Estados Unidos tomaram uma decisão a este respeito, mas classificar um país como uma ameaça, é algo que pode criar dificuldades no futuro. Mais do que uma acusação de qualquer atividade particular, eu acho que é uma categorização bastante dura da Venezuela, e, certamente, de alguma forma deve preocupar a todos nós que queremos manter um estado de paz e de diálogo entre todos países”, afirmou.

O que o Equador disse?

“Uma vez que Nicolás Maduros é o presidente democraticamente eleito dos venezuelanos, claro que vamos nos opor de forma radical, frontal e com toda nossa força a qualquer tentativa de desestabilização”, disse o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño.

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que o pronunciamento americano é “uma tentativa clara e absolutamente ilegal de desestabilização”. “Só faltou aplicar sanções aos eleitores”, disse o mandatário.

O que a Bolívia disse?

Para o boliviano Evo Morales, as sanções mostram que “há, no fundo, a ameaça, por parte de Obama, de invadir a Venezuela”. “Não aceitamos no século 21 este tipo de intervenção americana”.

O que a União Europeia disse?

O Parlamento Europeu aprovou uma moção crítica ao governo da Venezuela e pediu a libertação de todos os políticos opositores e estudantes presos no país. O texto, patrocinado por partidos conservadores, social-democratas e liberais da UE, não impõe sanções ao país. “Manifestamos nossa profunda preocupação com a deterioração da situação na Venezuela e o excesso de violência contra manifestantes. Exortamos o governo a pôr fim à perseguição política, à repressão à oposição democrática e à censura à imprensa”, diz o texto. “Prisões arbitrárias de opositores põem em dúvida a legitimidade do resultado das próximas eleições legislativas.”

O que a Espanha disse?

“Em linha com o Parlamento Europeu, a ONU e outras organizações internacionais, o premiê Rajoy mostrou sua preocupação com a deterioração da situação na Venezuela”, disse o Partido Popular, do presidente espanhol, Mariano Rajoy, em comunicado.

O que a China disse?

“A Venezuela é um país importante na América Latina e seus assuntos internos devem ser resolvidos de forma independente por seus cidadãos”, disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hong Lei.

Análises:

COLÔMBIA:

Notícia:

Na terça (10/03), o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou que ordenou a suspensão, por um mês, dos bombardeios aos acampamentos das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), com o objetivo de acelerar o processo de paz. Vale lembrar: As FARC propuseram um cessar-fogo em 18 de dezembro do ano passado. (Fonte: Sala de Prensa – Presidencia de La República)

Análise:

“Obsessão pela paz – Após 29 meses, Bogotá e Farc não chegaram a um acordo, mas Santos segue obstinado” por Mac Margolis, colaborador da “Bloomberg View” e colunista do Estadão. O artigo fala sobre o que Juan Manuel Santos considera como a “fase final” das negociações de paz no país, além de lembrar que qualquer decisão para o conflito de décadas deverá passar pela aprovação da população colombiana em um plebiscito.

PARAGUAI:

No domingo (15/03), a Folha publicou um perfil do presidente uruguaio Horacio Cartes, que entra em seu segundo ano de mandato. Na reportagem da jornalista Sylvia Colombo, enviada especial a Assunção, sob título de “PARAGUAI S.A. – O presidente Horacio Cartes chegou ao poder com o discurso de que governaria como se o país fosse uma de suas empresas e tenta ‘vender’ a ideia a investidores de fora”, o presidente diz, em entrevista, que “O Mercosul foi concebido como bloco econômico, mas os temas tratados nas reuniões não são os que eu preferiria. Deveríamos discutir mais metas realizáveis e menos política”.

HAITI:

Na quarta (11/03), a Folha publicou uma reportagem, sob o título “Grande Hotel Haiti”, sobre o grande fluxo haitiano que chega a São Paulo em busca de emprego, que dobrou nos três meses, enquanto a crise econômica reduziu contratações.

ORIENTE MÉDIO

Na quarta (11/03), o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil (Unic Rio), Giancarlo Summa, publicou artigo “Ação de paz no Oriente Médio” no jornal O Globo falando sobre as operações da agência que dá assistência aos refugiados palestinos e como elas se baseiam nos princípios da ONU de neutralidade, tolerância e respeito aos direitos humanos.

SÍRIA:

No domingo (15/03), o correspondente do Estadão, em Genebra, Jamil Chade, publicou reportagem sobre a guerra na Síria, que completa quatro anos. Em “Guerra síria põe ONU em xeque e beneficia EI”, ele repercute o sentimento, nas Nações Unidas, de profundo constrangimento com a constatação de fracasso da organização no conflito, que abriu portas para o Estado Islâmico. “A credibilidade da comunidade internacional está em jogo”, alertaram seis dos principais chefes de organismos da ONU em uma carta aberta publicada na sexta-feira.

“Os grupos armados estão agindo em total impunidade e temo que a guerra na Síria se transforme no capítulo mais sangrento da história da ONU”, declarou Jan Egeland, ex-coordenador de ações humanitárias da ONU e hoje presidente do Conselho de Refugiados da Noruega.

Também no domingo (15/03), o secretário de Estado americano John Kerry disse em entrevista à rede CBS que os EUA terão que negociar com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, uma transição política no país. Vale lembrar: Os Estados Unidos lideraram os esforços para orquestrar um acordo de paz, com o apoio da ONU, em Genebra, no ano passado, entre representantes da oposição Síria apoiados pelos países do Ocidente e o governo sírio, mas as conversas afundaram após duas reuniões e não houve outras tentativas.

ESTADO ISLÂMICO E IRAQUE:

Na terça (10/03), o Iraque anunciou estar perto de retomar Tikrit e Mossul, cidades dominadas pelo Estado Islâmico, no entanto, no sábado (14/03), a ofensiva foi suspensa pelo segundo dia consecutivo. A pausa foi decidida para aguardar mais reforços e suprimentos, afirmaram fontes militares à agência Reuters. A campanha para retomar Tikrit, que começou há uma semana, é a maior desde que o EI conquistou terreno no norte no último ano.

ÁSIA

CHINA:

Na quarta (11/03), a Agência Nacional de Estatísticas da China informou que a indústria do país cresceu menos que o esperado.

Mais sobre a China: ONU critica Pequim por repressão a muçulmanos uigures.

Análises:

COREIA DO NORTE:

Na sexta (13/03), o Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou que a Coreia do Norte lançou sete novos mísseis ao mar de sua costa oriental. Vale lembrar: O anúncio acontece em meio ao clima de tensão na região pelos exercícios militares de Seul e Washington.

EUROPA

GRÉCIA:

Na quinta (12/03), o Banco Central Europeu (BCE) aprovou um aumento de 600 milhões de euros no volume de recursos que os bancos da Grécia podem tomar como crédito por meio da linha de emergência da instituição, conhecida pela sigla em inglês ELA. (Fonte: Valor Econômico – Link para assinante)

RÚSSIA:

No domingo (15/03), a Folha publicou uma reportagem sobre a crise econômica atual na Rússia. A reportagem “Crise russa chega às ruas e achata salários” chama a atenção para a desvalorização do rublo.

UCRÂNIA:

Na quarta (11/03), o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um pacote de resgate à Ucrânia, de cerca de US$ 17,5 bilhões. O valor ficou a acima da expectativa de Kiev, que esperava receber US$ 5 bilhões. Além disso, essa ajuda faz parte de um pacote maior de financiamento internacional, de US$ 40 bilhões, que inclui uma futura reestruturação de parte da dívida da Ucrânia. O FMI mudou o programa de financiamento da Ucrânia de um acordo “stand-by” para a linha de fundo estendido (EFF, na sigla em inglês), que a instituição considera mais apropriado diante da necessidade de apoio por um prazo mais longo do balanço de pagamentos do país. (Fonte: Valor Econômico) Também na quarta (11/03), a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou o cancelamento de sua ida à Rússia para a cerimônia oficial em Moscou, no dia 9 de maio, marco do 70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial. Merkel justificou a decisão em razão da crise na Ucrânia.

O que Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, disse?

Em nota, Lagarde afirmou que a ajuda tem como base um “abrangente programa de reforma econômica, apoiada pelo Fundo, assim como recursos adicionais da comunidade internacional”.

“Este novo programa de financiamento de quatro anos dará apoio imediato à estabilização econômica na Ucrânia e a uma série de reformas políticas profundas e abrangentes, que tem como objetivo restaurar um crescimento robusto no médio prazo e melhorar o padrão e vida do povo ucraniano”, disse Lagarde.

“O programa é ambicioso e envolve riscos, notadamente aqueles gerados pelo conflito no leste do país. Eu fico animada com o fato do cessar-fogo acordado na semana passada em Minsk estar aparentemente se mantendo por enquanto, e espero que possam ser evitadas novas perdas de vida”, afirmou Lagarde.

Na segunda (09/03), o Estadão e outros veículos da mídia noticiaram que, em um documentário a ser lançado pela televisão estatal russa Rossiya-1, Putin admite ter ordenado a anexação da Crimeia antes do referendo.

Análises:

  • “Crimeia no limbo” e Editorial da Folha.
  • Leandor Colon, o enviado especial da Folha à Crimeia, publicou uma reportagem sobre a situação atual da região, um ano após a anexação. “Crimeia longe do mundo” fala sobre como a península ucraniana vive isolada da Europa, sem cartões, sinal de celular ou voos internacionais. Vale lembrar: Em 16 de março de 2014, a Crimeia realizou um referendo, não reconhecido pela Ucrânia nem pela comunidade internacional, no qual quase 97% dos eleitores disseram sim à reunificação com a Rússia.

Rafaela_Marinho_01*Rafaela Marinho – Jornalista formada pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui experiência em veículos da mídia, como a revista “EXAME”, da Editora Abril, e o jornal “O Globo”, bem como interesse na cobertura de assuntos econômicos, das relações internacionais e da diplomacia brasileira.

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