Seleção de Notícias #4: Semana 22/03 a 29/03

Por Rafaela Marinho*

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Esta seleção de notícias é realizada pela ferramenta de fichamentos do Clipping CACD e pelo Clipping de Notícias diário da plataforma. Esta seleção não pretende abranger ou esgotar a totalidade de assuntos e de fontes relevantes na atualidade para os estudos ao CACD. É importante manter uma leitura própria dos assuntos pertinentes.

BRASIL

ECONOMIA:

Na sexta (27/03), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro teve variação positiva de 0,1% no ano de 2014.

No domingo (29/03), Gustavo Franco, economista e ex-presidente do Banco Central, publicou artigo sobre os “50 anos do Banco Central” do país.

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ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO (OMC):

No domingo (22/03), o jornal New Zeland Herald e o site americano The Intercept noticiaram que o brasileiro Roberto Azevêdo, atual diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, foi alvo de espionagem durante a eleição para o cargo. Vale lembrar: Azêvedo assumiu o mandato de quatro anos em 1º de setembro de 2013.

Na terça (24/03), o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Sergio Danese, convocou a embaixadora da Nova Zelândia, Caroline Peta Bilkey, para ouvir explicações sobre a notícia e o Itamaraty divulgou nota sobre o assunto.

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INFRAESTRUTURA:

Na terça (24/03), o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, confirmou que os aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis e Salvador serão concedidos à iniciativa privada.

BRASIL NA ONU

Na quinta (26/03), o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, por unanimidade, a nomeação de um novo relator especial sobre o direito à privacidade.

A decisão do conselho é fruto dos esforços contínuos do Brasil e da Alemanha para chamar a atenção às ameaças à privacidade na internet. Essa foi a primeira medida concreta que governos afetados pela espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) tomaram.

Durante a Assembleia-Geral da ONU em 2013, a presidente Dilma Rousseff mencionou a importância da privacidade no ambiente digital após relatos de que ela e a chanceler alemã, Angela Merkel, tinham sido vítimas de espionagem dos EUA.

Após o discurso da presidente do Brasil, órgãos da ONU se dedicaram a analisar o tema.

A Assembleia-Geral elaborou duas resoluções, foi criada uma comissão de alto nível no Conselho de Direitos Humanos e foi produzido um relatório da então Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

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Na sexta (27/03), o Brasil absteve-se se na votação de duas resoluções sobre a situação dos direitos humanos na Síria e no Irã, no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

No caso da Síria, a abstenção do Brasil se deve a discordâncias sobre a participação de grupos armados. “Apesar das últimas modificações no texto, a resolução ainda não reconhece a responsabilidade e não repudia devidamente a participação de vários grupos armados da oposição, com exceção dos Daesh e Al-Nusra, por graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário. Essa lacuna pode erroneamente transmitir uma mensagem de tolerância a essas graves irregularidades e, assim, incentivar ainda mais violência contra a população civil”, disse, em nota, o Ministério das Relações Exteriores.

O Brasil também condena a militarização do conflito e defende mais ênfase na negociação política, o que não está no texto da resolução. “Não há solução militar para a crise, e a insistência em ver uma vitória militar como a única saída é uma causa real e definitiva para a atual situação da população síria”, diz a nota.

A resolução foi aprovada com 20 votos a favor, 11 contra (entre eles Bolívia, China, Cuba, Rússia e Venezuela) e 16 abstenções.

Em relação à resolução sobre o Irã, o Brasil diz que reconhece os esforços do relator especial da ONU Ahmed Shahhed – principalmente na defesa de direitos humanos, de jornalistas, mulheres e minorias religiosas no país – mas ressalta que ainda há violações graves e falta cooperação do governo iraniano.

“O aumento no número de execuções no Irã, seguindo a aplicação da pena de morte, também é uma questão com a qual o Brasil particularmente se preocupa. Esperamos que o engajamento do Irã com os mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas se traduza em medidas efetivas para promover e proteger os direitos humanos no país”, avalia o Itamaraty.

O país também se absteve na resolução que renova o mandato do brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro como presidente do Comitê de Inquérito para as violações de direitos humanos na Síria. No total, o mandato de Pinheiro foi renovado com 26 votos a favor, 12 abstenções e seis votos contra, entre eles o de Cuba, Bolívia, Rússia e Venezuela.

(Fontes: Agência Brasil, Folha, Estadão, Globo e Itamaraty)

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RELAÇÕES BILATERAIS:

  • BRASIL-ARGENTINA

Na terça (24/03), o Brasil decidiu suspender a importação de maçãs e peras argentinas em função da presença da praga Cydia pomonella nos frutos, em uma medida que visa proteger os agricultores brasileiros de uma eventual volta da doença, erradicada no país em 2014.

  • BRASIL-CHINA

Na sexta (27/03), o governo brasileiro anunciou que aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB). Dilma Rousseff anunciou que o Brasil tem todo o interesse de participar da iniciativa, que deve garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia.

Vale lembrar:

  • A criação do AIIB foi anunciada em 24 de outubro de 2014 por 21 nações asiáticas.
  • O banco terá capital autorizado de US$100 bilhões e fundo inicial de cerca de R$50 bilhões. A criação do AIIB é uma iniciativa do presidente Xi Jinping num momento em que a China busca se consolidar como ascendente potência global.
  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) deram apoio crítico à iniciativa chinesa no último domingo.
  • Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Coreia do Sul aderiram ao banco, enquanto Canadá e Austrália negociam sua adesão.
  • O Japão não integra a iniciativa, que enfrenta resistência dos Estados Unidos.

(Fontes: Valor Econômico e Estadão)

Análises:

“O Banco Asiático e o Brasil – É preciso ajustar o modelo de negócios do BNDES e, especialmente, a forma de captar e alavancar recursos privados, nacionais e internacionais” por Rogério Studart, professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Leia mais:

ITAMARATY:

Na quarta (25/03), o Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira, discursou no Senado sobre os rumos da política externa brasileira e prestou informações sobre a pasta.

Pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira, em Audiência Pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal – 24 de março de 2015

AMÉRICAS

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS (OEA):

Vale lembrar: Na quarta da semana passada (18/03), o uruguaio Luis Almagro foi eleito novo secretário-geral da OEA. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, discursou na Assembleia-geral da OEA. Ele reforçou o apoio do país a Almagro para a modernização da OEA, iniciada pelo Secretário-Geral Insulza.

Análises:

Em artigo publicado no domingo (29/03), com título “Desafio de reformar a OEA”, Mac Magolis comenta o assunto.

Leia mais sobre a OEA:

URUGUAI:

Na terça (24/03), o Uruguai anunciou que não receberá mais presos de Guantánamo.

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VENEZUELA:

Na segunda (23/03), o porta-voz do ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González informou que o socialista assumiu a defesa dos dois principais presos políticos do regime chavista, a pedido de suas famílias. González defenderá o líder opositor Leopoldo López, detido há mais de um ano, e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, detido em 20 de fevereiro por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Ambos são acusados de serem responsáveis pelo desenlace violento dos protestos do ano passado contra o Governo do presidente Nicolás Maduro.

Na terça (24/03), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou acreditar que a solução para o impasse na Venezuela se dará por meio de eleições.

Leia mais:

CUBA:

Na terça (24/03), a chefe da política exterior da UE, Federica Mogherini informou que a União Europeia e Cuba concordaram em acelerar o ritmo de negociações para melhorar suas relações bilaterais, esperando alcançar os pontos básicos para um acordo antes do fim de 2015. Na quinta (26/03), Cuba propôs que um diálogo pendente de direitos humanos com os Estados Unidos comecem na próxima terça-feira, em Washington, paralelamente às negociações em curso sobre a restauração dos laços diplomáticos que foram cortados em 1961.

Análises:

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BARBADOS:

ORIENTE MÉDIO

ESTADO ISLÂMICO:

No domingo (29/03), o Estadão publicou uma reportagem com balanço da conquista, há 15 meses, de parte do Iraque pelos radicais do Estado Islâmico (EI). Cerca de 20,7 mil pessoas morreram em razão da violência no país. O índice supera as mortes registradas nos mais de dois anos entre a retirada dos EUA do Iraque, em dezembro de 2011, e a ascensão dos extremistas na Província de Anbar, em janeiro de 2014 – período em que 14,3 mil pessoas foram mortas no país.

Os dados são do Iraq Body Count, entidade que compila informações sobre mortes violentas no território iraquiano desde a invasão americana, em 2003. A retirada dos EUA do Iraque ocasionou uma acentuada elevação no conflito sectário iraquiano entre sunitas e xiitas.

No domingo passado (22/03), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que o Congresso pode acelerar a discussão sobre projeto que criminaliza o terrorismo em resposta à reportagem do Estadão dizendo que órgãos de inteligência do governo identificaram tentativas de cooptação de jovens brasileiros pelo Estado Islâmico.

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IÊMEN:

Na segunda (23/03), o ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Riyadh Yassen, pediu uma intervenção militar de países do Golfo Pérsico. O chanceler fez um apelo para que a comunidade internacional ajude a impedir avanços territoriais das milícias xiitas houthi contra as forças leais ao presidente, internacionalmente reconhecido como líder legítimo do país, Abd-Rabbu Mansour Hadi.

O Conselho de Segurança da ONU já havia declarado apoio a Hadi. O enviado das Nações Unidas no país, Jamal Benomar, afirmou que o governo também tem que abrir mão do fogo, porque o país “está à beira de uma guerra civil”.

Na quarta (25/03), a Arábia Saudita lançou operação militar contra o Iêmen. O país consultou Washington antes de iniciar a ofensiva acompanhada de outros nove países, que têm apoio “logístico e de inteligência” dos Estados Unidos.

Na quinta (26/03), uma coalizão liderada pelos sauditas lançou ataques aéreos contra os rebeldes houthi, dizendo estar “defendendo o governo legítimo” do presidente Abdrabbuh Mansour Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita após forças rebeldes terem se aproximado de seu refúgio em Áden, no dia anterior.

Também na quinta (26/03), o Irã e a Rússia condenaram os bombardeios da Arábia Saudita no Iêmen. Já o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que apoia a operação militar da Arábia Saudita e disse que Teerã deve retirar todas as forças que tem no Iêmen, bem como na Síria e no Iraque, e respeitar a integridade territorial desses países.

Na sexta (27/03), segundo representantes Houthis, os ataques promovidos pelos vizinhos sunitas mataram 24 civis, elevando o total de mortos para 45. Outros 80 Houthis e aliados também teriam sido mortos.

No sábado (28/03), o presidente do Egito, Abdel Fattah el Sissi, disse que uma intervenção militar no Iêmen era “inevitável”.

Relembrando: Na sexta (20/03), atentados provocados por ao menos quatro homens-bomba a mesquitas, na capital Saana, deixaram mais de cem mortos. O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques. Tratou-se do primeiro ataque reivindicado por EI em território iemenita. No sábado (21/03), os EUA retiram últimas tropas do Iêmen por falta de segurança.

Vale lembrar: Washington anunciou o fechamento de sua embaixada na capital Sanaa em fevereiro. O país árabe vive um conflito político sectário que se agravou desde que o presidente Abdo Rabu Mansur Hadi se retratou no mês passado, em Áden, de sua anterior renúncia. Ele anunciou que continuaria sendo presidente legítimo do país, em oposição ao que foi determinado pelos houthis.

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SÍRIA:

Bashar al-Assad disse que está disposto a dialogar com os Estados Unidos e que não mantém comunicação direta com o país em entrevista com exibição prevista para o domingo (29/03) na rede americana CBS.

Vale lembrar: No domingo retrasado (15/03), o secretário de Estado americano, John Kerry, sugeriu que Washington conversaria com o presidente sírio se houvesse um interesse do líder de selar a paz no país.

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ISRAEL:

Na segunda (23/03), com alianças garantidas para formar o governo israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu desculpas aos árabes-israelenses e prometeu governar para todos os cidadãos do país.

Relembrando: No dia da eleição legislativa, Netanyahu conclamara os israelenses a irem às seções eleitorais porque os “árabes estavam votando em massa”.

Na terça (24/03), o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que acha difícil a criação de um Estado palestino após os recentes comentários do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacando que as possibilidades de paz na região são muito frágeis nos próximos anos.

Na quarta (25/03), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi formalmente apontado para formar o novo governo de Israel, seu quarto desde 1996.

O que Benjamin Netanyahu disse?

— Sei que algumas coisas que disse dias atrás magoaram alguns cidadãos israelenses e membros da comunidade árabe-israelense. Esta nunca foi minha intenção. Peço desculpas por isso — disse Netanyahu em uma reunião com representantes de minorias, em Jerusalém. — Eu me vejo como primeiro-ministro de cada um e de todos vocês, de todos os israelenses, sem diferenciar entre religião, raças ou sexo.

(Fonte: O Globo)

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ÁFRICA

EBOLA:

Na segunda (23/03), o chefe da missão da ONU sobre a doença, Ismail Ould Cheikh Ahmed, afirmou à BBC que o surto de ebola na África Ocidental deve terminar em agosto e admitiu que a organização cometeu erros durante a crise, agindo de forma “arrogante” em algumas ocasiões. (Fonte: Folha)

Vale lembrar: O surto de ebola, iniciado em 2014, já deixou mais de 10.000 mortos. A grande maioria dos casos concentrou-se na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

NIGÉRIA:

No sábado (28/03) de eleições no país, extremistas do grupo radical Boko Haram atacaram centros de votação no nordeste do país e vilarejos, deixando ao menos 39 mortos. (Fonte: Estadão)

Vale lembrar:

  • As eleições na Nigéria foram adiadas em fevereiro por conta dos ataques do Boko Haram.
  • Mais de 10 mil pessoas morreram e 1,5 milhão deixaram suas casas em razão do avanço do grupo no norte da Nigéria nos últimos anos.
  • O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, declarou a cidade de Gwoza como a capital de seu “califado islâmico”, em agosto.
  • Boko Haram quer dizer “a educação ocidental (boko) é pecado (haram)”.

Leia mais:

EUROPA

UCRÂNIA:

Na segunda (23/03), a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou por esmagadora maioria uma resolução solicitando ao presidente Barack Obama o envio de armas letais à Ucrânia para proteger a soberania do país na luta contra os rebeldes apoiados pelos russos.

FRANÇA:

No domingo (29/03), a França realizou a segunda rodada das eleições locais.

Análise:

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ÁSIA

SINGAPURA:


Rafaela_Marinho_01*Rafaela Marinho – Jornalista formada pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui experiência em veículos da mídia, como a revista “EXAME”, da Editora Abril, e o jornal “O Globo”, bem como interesse na cobertura de assuntos econômicos, das relações internacionais e da diplomacia brasileira.

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