Seleção de Notícias #8: Semana 20/04 a 27/04

BRASIL

RELAÇÕES BILATERAIS

BRASIL-COREIA DO SUL

Na sexta (24/04), a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, chegou ao Brasil para uma visita de dois dias. Ela foi recebida pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, na qual assinaram as assinaram acordos na área de facilitação de comércio e de promoção de negócios entre micro, pequenas e médias empresas.

Na ocasião, também foi formalizada uma associação entre a Eletrobras, a Eletronuclear e a empresa coreana Kepco, que permitirá o intercâmbio de tecnologias e experiências no campo da energia termonuclear.

Vale lembrar:

  • Este ano marca o 70º aniversário da secessão da Coreia em Sul e Norte; O Brasil mantém representação diplomática nas duas partes.
  • A Coreia foi o primeiro país asiático a engajar-se no Programa Ciência Sem Fronteiras, já tendo recebido 525 bolsistas brasileiros em suas universidades;
  • Em 2014, a Coreia foi o sétimo parceiro comercial do Brasil no mundo e o terceiro na Ásia, com um intercâmbio total que atingiu 12 bilhões de dólares. O Brasil é, na América Latina, o maior parceiro comercial da Coreia e o principal destino de seus investimentos.

Exemplos de investimentos sul-coreanos no Brasil:

  • A fábrica de condutores e semicondutores HT Micron, joint venture coreana com o Brasil em São Leopoldo
  • Fábrica de automóveis da Hyundai em Piracicaba;
  • Participação das empresas Dongkuk e Posco, em associação com a Vale, na Siderúrgica do Pecém, no Ceará.

Leia mais: ‘Brasil pode ajudar no diálogo com Pyongyang’ diz presidente sul-coreana em entrevista ao Estadão.

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Presidenta Dilma Rousseff durante reunião privada com a Presidenta da República da Coreia, Park Geun-hye // Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

BRASIL-ESTADOS UNIDOS

Na quinta (23/04), a jornalista Patrícia Campos Mello publicou reportagem na Folha sobre as possíveis pautas para o encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente norte-americano Barack Obama, em Washington, no dia 30 de junho. Segundo a matéria, fontes dos dois governos indicam que os países devem acordar uma cooperação em ensino técnico e uma redução de emissões de carbono, nos moldes da definida entre EUA e China, em novembro do ano passado.

BRASIL-ITÁLIA

Na sexta (24/04), a justiça italiana anunciou a decisão de extraditar o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no julgamento do mensalão.

BRASIL-ESPANHA/PORTUGAL & (ESPANHA-VENEZUELA)

Na quarta (23/04), durante visita oficial à Espanha, o vice-presidente brasileiro, Michel Temer, ofereceu ao rei espanhol, Filipe VI, esforço diplomático para contornar a crise deflagrada entre a Venezuela e a Espanha, que subiu de tom nos últimos dias.

A visita fez parte da viagem do vice-presidente brasileiro também a Portugal com o intuito de atrair investimentos ao Brasil.

Vale lembrar: O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou o chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, de pertencer a “um grupo de bandidos, corruptos e ladrões”, de apoiar “os terroristas da Venezuela” e de estar “atrás da conspiração e tratar da derrubar o governo democrático e legitimo” de seu país. Além disso, o Parlamento venezuelano declarou ‘persona non grata’ o ex-chefe de governo espanhol, o socialista Felipe Gonzalez, que aceitou colaborar com a defesa legal do líder de oposição venezuelano Leopoldo Lopez. O governo espanhol decidiu chamar para consultas seu embaixador em Caracas, diante das “declarações intoleráveis” contra a Espanha.

BRASIL NA OEA

O Planalto indicou o nome do embaixador Guilherme Patriota, irmão do ex-chanceler e atual embaixador do Brasil na ONU Antonio Patriota, para assumir a chefia da missão na OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington.

Leia mais: Após 4 anos sem embaixador na OEA, Planalto indica irmão de Patriota

CLIMA

Na segunda (20/04), um relatório divulgado pela ONG britânica Global Witness mostrou que o Brasil liderou o ranking de ambientalistas mortos em 2014.

Na quarta (22/04), Carlos Nobre, diretor do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e membro da Liga da Terra, publicou artigo em que defende a “Declaração da Terra”, um conjunto de oito ações essenciais às discussões da Cúpula do Clima (COP21), em Paris, em dezembro. No artigo, Nobre destaca medidas do governo brasileiro para a área, como o Plano de Agricultura de Baixo Carbono.

EUROPA

UNIÃO EUROPEIA – CRISE NO MEDITERRÂNEO

Na segunda (20/04), o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) afirmou que 800 pessoas morreram no naufrágio no mar Mediterrâneo, na semana passada. O desastre marítimo já é considerado o maior da região na história recente.

Também na segunda, a União Europeia anunciou para quinta (23/04) uma cúpula de emergência sobre a crise no Mediterrâneo, além do fortalecimento do programa de patrulha das fronteiras, conhecido como Triton, com custo mensal de €3 milhões, que substituiu a operação Mare Nostrum, orçada em €9 milhões. A Organização Internacional para Imigração (OIM) criticou a medida, pedindo a imediata retomada de uma operação nos portes da Mare Nostrum.

Na quinta (23/04), os líderes europeus, na reunião extraordinária em Bruxelas, decidiram aumentar o orçamento da Operação Triaton, para €9 milhões por mês (mesmo nível da Mare Nostrum). As decisões sobre medidas para acolhimento e repatriamento dos estrangeiros foram postergadas para junho, o que gerou críticas de ONGs dos Direitos Humanos e da ONU. As instituições argumentam que somente as medidas orçamentárias não suficientes para solucionar a crise e que é preciso definir medidas a longo prazo, como a redistribuição dos requerentes de asilo e a melhoria no relacionamento com os campos de refugiados.

O que complica a solução da crise?

  • Desacordo entre os países do Norte e do Sul da Europa.

Países do Sul (como Itália, Malta, Grécia, Espanha) argumentam que não somente eles – mais atrativos para a entrada no continente – precisam arcar com as despesas das operações de resgate e controle das fronteiras. Os países do Norte (Alemanha, Suécia, Reino Unido, etc), por sua vez, porque recebem a maioria dos pedidos de asilos, argumentam que os países do Sul também devem receber mais refugiados, não servindo apenas de passagem para o Norte.

  • Desacordo no combate à atuação de traficantes de pessoas e aos grupos mafiosos que exploram a mão de obra imigrante.

O premeiro-ministro italiano Matteo Renzi disse que a Itália estuda a possibilidade de realizar “intervenções dirigidas” contra as redes de traficantes de pessoas da Líbia, mas descartou uma ação militar no país. A declaraçãoo de Renzi foi duramente criticada por ONGs dos Direitos Humanos e pela ONU.

  • Fortalecimento de partidos locais extremistas e movimentos xenófobos internos aos países europeus que acreditam que operações de resgate estimulam a migração.
  • Falta de diálogo e influência política europeia na Líbia e em outros principais países de origem dos imigrantes.

Análises:

POLÔNIA

Na terça (21/04), o país anunciou decisão de comprar sistemas de mísseis terra-ar Patriot, dos Estados Unidos, um negócio que totaliza U$5 bilhões. Os EUA saudaram a escolha. “A Polônia é um fiel aliado da Otan e seu programa de modernização de defesa fortalece diretamente a Aliança Militar”, disse a porta-voz do departamento de Estado norte-ameircano Marie Harf.

ARMÊNIA

Na quarta (22/04), o Parlamento austríaco reconheceu como genocídio o massacre sofrido por armênios, durante a Primeira Guerra Mundial. A Áustria foi aliada do Império Otomano durante o conflito. A Turquia reagiu convocando para consultas seu embaixador na Áustria.

Na quinta (23/04), o presidente alemão, Joachim Gauck utilizou, pela primeira vez, o termo “genocídio” para referir-se ao massacre. Gauck também destacou a “corresponsabilidade” alemã no crime, já que o país também foi aliado do Império Otomano durante a guerra.

Na sexta (24/04), os presidentes russo, Vladimir Putin, e francês, François Hollande, estiveram em Ierevan, capital da Armênia, para acompanhar as cerimônia em memória do massacre, ao lado do presidente armênio Serj Sargsyan. Rússia e França estão entre os 23 países que reconhecem o genocídio armênio – o Brasil não reconhece.

Embora tenha oferecido condolências aos armênios no começo da semana, o governo turco não admite o genocídio.

Vale lembrar:

  • O reconhecimento alemão oficial de genocídio só pode ser dado pelo Parlamento do país, que ainda deve discutir a questão.
  • A Alemanha é o lar da maior comunidade turca no exterior, estimada em cerca de três milhões de pessoas.

Análises:

“O centenário do genocídio armênio” por Ashot Galoyan, embaixador da Armênia no Brasil

“Extermínio esquecido” em editorial da Folha

“Discussão sobre genocídio tornou-se instrumento político” diz o historiador Thomas de Waal em entrevista à Folha

AMÉRICAS

ESTADOS UNIDOS

Na quinta (23/04), o presidente norte-americano, Barack Obama, revelou que uma ação dos Estados Unidos, com a utilização de drones, contra Al-Qaeda, na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, provocou a morte de dois reféns, um americano e um italiano. Ambos trabalhavam em projetos de consultoria e assistência humanitária no Paquistão e morreram em janeiro. Obama pediu desculpas às famílias das vítimas.

Vale lembrar: A utilização de aviões não tripulados é um elemento central na estratégia de combate ao terrorismo do atual governo norte-americano. Essa foi uma das raras vezes em que o país informou e reconheceu falhas nos ataques. Ainda assim, Obama recebe críticas por não reconhecer, da mesma forma, a morte de paquistaneses, vitimados em situações semelhantes aos reféns ocidentais.

ARGENTINA

Na quinta (23/04), a presidente argentina, Cristina Kirchner, terminou uma visita à Rússia para negociar com o presidente russo, Vladimir Putin, projetos de energia nuclear, hidrelétrica e petrolífera. Entre os projetos principais está um protocolo de intenções entre as companhias Gazprom e YPF, para exploração e produção de hidrocarbonetos na jazida de Vaca Muerta, na Província de Neuquén, no oeste argentino. Na visita, foram assinados mais de 20 convênios. Um deles servirá de base para a construção da sexta central atômica argentina.

Vale lembrar: Argentina tem três centrais atômicas em funcionamento e outras duas planejadas, uma delas em cooperação com a China. Putin, que demonstrou solidariedade à Argentina na questão das Malvinas, visitou Buenos Aires em julho de 2014, quando firmou acordos comerciais, militares, de comunicação, energia e cooperação nuclear com fins pacíficos. Na época, ele disse que a Argentina era um dos mais importantes sócios estratégicos russos na América Latina.

CUBA

Na segunda (20/04), o governador de Nova York, Andrew Cuomo, visitou Havana. Foi a primeira vez que um governador norte-americano visitou oficialmente a ilha desde a Revolução de 1959.

Na quarta (22/04), o Vaticano confirmou que o Papa Francisco fará uma visita a Cuba em setembro, durante viagem aos EUA.

Vale lembrar: O Vaticano intermediou a reaproximação entre EUA e Cuba. João Paulo II e Bento XVI estiveram na ilha durante seus papados. Essa será a primeira vez que Francisco visitará o país como pontífice.

COLÔMBIA

Na segunda (20/04), líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) garatiram que continuarão com o cessar-fogo bilateral, apesar do incidente na semana passada, que deixou 11 mortos.

MÉXICO

Na terça (21/04), o Senado do México modificou 14 artigos da Constituição e aprovou o Sistema Nacional Anticorrupção (SNA), que tem como objetivo punir políticos e funcionários públicos corruptos, permitindo, por exemplo, a apreensão de bens.

UNASUL

Na sexta (17/04), a Escola Sul-americana de Defesa (ESUDE) da UNASUL foi inaugurada, em Quito, no Equador, onde também se encontra a sede da organização. A instituição funcionará como um centro de altos estudos responsável pela articulação das diversas iniciativas dos países-membros do CDS (Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas) para capacitação de civis e militares nas áreas de Defesa e Segurança Regional. O centro será chefiado pelo brasileiro Antônio Jorge Ramalho, assessor especial do Ministério da Defesa.

A iniciativa, que há anos contava com o apoio do Brasil e da Argentina, ganhou força após as revelações em 2013 a respeito dos programas de espionagem e rastreamento da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em vários países sul-americanos.

Vale lembrar: Criada em 2008, a Unasul estabeleceu um Conselho de Defesa no mesmo ano. A proposta foi desenvolvida por Nilda Garre, ex-ministra da defesa do governo Kirchner, atualmente representante da Argentina na OEA. Em fevereiro de 2014, líderes de governo aprovaram a criação deste projeto durante a IX reunião executiva do Conselho de Defesa Sul Americano (CDS).

Leia mais: Escola de Defesa da Unasul começa a funcionar em busca de autonomia regional

ORIENTE MÉDIO

IÊMEN

Na quarta (22/04), a Arábia Saudita anunciou o fim dos bombardeios aéreos contra os rebeldes houthis no Iêmen, sinalizando que as operações da coalizão entrariam em nova fase. Chamada “Recuperação da Esperança”, a etapa terá como objetivo impedir os avanços do movimento rebelde xiita dos houthis, proteger civis e apoiar os esforços de retirada da população civil e envio de ajuda humanitária. Os confrontos terrestres continuam.

Na mesma quarta, autoridades da área de segurança do Iêmen disseram que a coalizão liderada por Riad fez ataques aéreo às cidades de Taiz e Áden. Em sua página no Facebook, Mohammed Adbul-Salam, porta-voz do movimento houthi, comunicou que há a intenção de retomar os diálogos de paz liderados pela ONU, mas que isso só seria possível após um mês de cessar-fogo dos ataques aéreos sauditas.

Vale lembrar: A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita começou a atuar em 26 de março deste ano.

IRÃ

Na segunda (20/04), o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif publicou artigo no jornal norte-americano The New York Times, em que argumenta sobre os posicionamentos do Irã nos desafios da região do Golfo.

Na quarta (22/04), o P5+1 (Estados Unidos, França, Inglaterra, China, Rússia mais a Alemanha), e o Irã voltaram às negociações para fechar um acordo sobre o programa nuclear persa, que deve ser finalizado até 30 de junho.

No domingo (26/04), a Folha publicou artigo da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, defensora dos Direitos Humanos no Irã. Ebadi critica o posicionamento do Brasil em abster-se na recente votação de resolução sobre o tema na ONU.

ÁFRICA

EGITO

Na terça (21), o Tribunal Penal do Cairo, no Egito, condenou o presidente deposto Mohammed Mursi a 20 anos de prisão por incitação à violência, sequestro e tortura durante protestos contra seu governo em dezembro de 2012.

Vale lembrar: Em 2011, Mohammed Mursi tornou-se o primeiro presidente egípcio eleito democraticamente. Esta é a primeira condenação da Justiça egípcia ao líder islamita, retirado do poder em julho de 2013 por militares comandados pelo atual presidente Abdel Fattah al-Sisi, que, após tomar posse, iniciou uma repressão à Irmandade Muçulmana.

ÁFRICA DO SUL

Na terça (21), o Ministério da Defesa da África do Sul informou que enviou o Exército para o distrito de Alexandra, para conter a violência dos ataques contra estrangeiros provenientes de outras regiões do continente.

Análise:

“Xenofobia na África do Sul” em editorial do Estadão, do sábado (25/04).

ÁSIA

CHINA – PAQUISTÃO

Na segunda (20/04), o presidente chinês Xi Jinping iniciou uma visita ao Paquistão, na qual anunciou o investimento de U$46 bilhões (xxx) em um projeto de infraestrutura de rede de estradas, ferrovias e oleodutos de 3.000 km de extensão. As construções permitirão que a China abra um novo acesso marítimo ao Oriente Médio, de onde vem metade do petróleo que o país importa. O “corredor econômico” financiado por Pequim ligará a cidade de Kashgar, na província chinesa de Xinjiang, a Gwadar, na costa do Paquistão.

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Fonte infográfico: Jornal Folha de S. Paulo

Vale lembrar: Essa é a primeira visita de um líder chinês ao país em nove anos e a primeira de Xi Jinping. Em artigo escrito por ele e publicado no Daily Mail, no dia 19/04, o líder chinês disse que “essa seria sua primeira visita ao país, mas que se sentia como se fosse visitar a casa do seu próprio irmão”.

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Crédito: Reprodução // Legenda: O presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, apertam as mãos em Islamabad.

CHINA – COREIA DO NORTE

Na quinta (23/04), o jornal norte-americano The Wall Street Journal informou que especialistas nucleares chineses aumentaram suas preocupações em relação ao programa nuclear norte-coreano. Segundo esses especialistas, a Coreia do Norte pode ter até 20 ogivas nucleares, e uma capacidade de enriquecer urânio suficiente para duplicar este número até 2016. Durante uma reunião realizada em fevereiro, especialistas americanos foram informados desta avaliação, a mais grave já realizada por Pequim e que supera a estimativa de Washington de 10 a 16 ogivas nucleares norte-coreanas.

Vale lembrar: A Coreia do Norte já realizou três testes nucleares, em 2006, 2009 e 2013, que lhe valeram a imposição de sanções internacionais. Além disso, conta com um programa de mísseis balísticos bastante ativo.

COREIA DO SUL

Na terça (21/04), o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Wan-koo, apresentou sua renúncia, em razão das suspeitas de ter aceitado suborno de um empresário, no que se considera um dos maiores escândalos políticos da história recente do país. O cargo é designado diretamente pela presidente Park Geun-hye, que deverá decidir se aceita a renúncia na segunda (27/04), quando voltar de viagem da América Latina.

NEPAL*

No sábado (25/04), o país foi atingido por um terremoto de magnitude 7,8, o mais devastador no Nepal em 81 anos, deixando mais de 2.400 mortos e mais de 4.700 feridos no país.

Também no sábado, o Itamaraty informou que os brasileiros localizados pela Embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível. Não há, até o momento, informação sobre a presença de brasileiros entre as vítimas fatais.

No domingo (26/04), uma réplica de magnitude 6,7 atingiu o país, segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), provocando avalanches no monte Everest.

*Os números sobre o terremoto no Nepal escalam a cada momento. Para dados atualizados, acompanhe o sítio do Itamaraty.

INDONÉSIA

No sábado (25/04), a Indonésia confirmou a execução de mais um brasileiro por tráfico de drogas. A data da execução por fuzilamento do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte não foi anunciada. Gularte, de 42 anos, foi preso em julho de 2004 após tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Ele foi condenado à morte em 2005.

Vale lembrar: O presidente indonésio, Joko Widodo, que assumiu em 2014, negou clemência a condenados por tráfico, dizendo que o país está em situação de “emergência” devido às drogas. Em janeiro, seis presos foram executados, inclusive o carioca Marco Archer Cardoso Moreira.


Rafaela_Marinho_01*Rafaela Marinho – Jornalista formada pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui experiência em veículos da mídia, como a revista “EXAME”, da Editora Abril, e o jornal “O Globo”, bem como interesse na cobertura de assuntos econômicos, das relações internacionais e da diplomacia brasileira.


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Esta seleção de notícias é realizada pela ferramenta de fichamentos do Clipping CACD e pelo Clipping de Notícias diário da plataforma. Esta seleção não pretende abranger ou esgotar a totalidade de assuntos e de fontes relevantes na atualidade para os estudos ao CACD. É importante manter uma leitura própria dos assuntos pertinentes.
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