Seleção de Notícias #14.1 (Europa, Oriente Médio e Ásia): Semana 08/06 a 11/06

Por Rafaela Marinho*

Seleção de Notícias

REUNIÃO G7

Imagem: Google Images / #MerkelMeme Merkel, Obama e Forrest

Imagem: Google Images / #MerkelMeme
Merkel, Obama e Forrest

Do domingo a segunda (08), o G7, grupo formado pelos sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente – Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá -, reuniu-se no palácio bávaro de Elamu, no sul da Alemanha. Alguns assuntos ganharam destaque na reunião:

Clima:

Durante o encontro, o G7 anunciou, entre importantes iniciativas em relação às mudanças climáticas, o objetivo de reduzir significativamente as emissões de CO2 e o compromisso de estabelecer um cronograma para substituir definitivamente os combustíveis fósseis até o ano 2100. O anúncio foi considerado marcante e propício, já que antecede a COP-21, que será realizada no final deste ano, em Paris.

Sanções à Rússia:

Os países convergiram quanto à continuidade de sanções à Rússia, que estavam previstas para acabar em julho, até que o cessar-fogo na Ucrânia seja corretamente seguido. Vale lembrar que a Rússia foi excluída do G7 por causa da explosão dessa crise. Essa reunião trata-se da segunda cúpula consecutiva sem a presença do presidente russo, Vladimir Putin, afastado do fórum informal pelos demais líderes, após a anexação da península ucraniana da Crimeia.

EUROPA

UNIÃO EUROPEIA

CELAC-UE

Na quarta (10), iniciou-se a II Cúpula entre os países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia (CELAC-UE), em Bruxelas, na Bélgica.

A presidente Dilma Rousseff viajou ao país para reunir-se com os Chefes de Estado e de Governo. Segundo o Palácio do Planalto, os representantes dos países que participam da cúpula definiram os principais eixos de cooperação entre o bloco. Os temas centrais de interesse do grupo são comércio e investimentos; educação, ciência, tecnologia e inovação e a questão da mudança do clima, além do crime organizado, do combate às drogas e do terrorismo.

Segundo o Itamaraty, o mecanismo CELAC-UE promove o diálogo político e a cooperação em pesquisa científica e tecnológica, migrações, problema mundial das drogas e gênero, entre outros temas. Nessa reunião, deverão ser incluídos dois novos eixos de cooperação: educação superior e segurança cidadã.

Segundo a BBC Brasil, que teve acesso ao rascunho da “Declaração de Bruxelas”, o documento final da cúpula deverá expressar o apoio da UE e da Celac ao “processo de modernização em Cuba” e pede “novos passos” que levem ao “rápido fim do embargo” americano à ilha e à normalização das relações entre Washington e Havana.”

Até o fechamento desta seleção, uma declaração oficial completa ainda não havia sido divulgada.

Durante a cúpula, a presidente Dilma Rousseff comentou assuntos que ganharam destaque na imprensa e nos sites oficiais:

Acordo MERCOSUL-EU:

Dilma Rousseff afirmou que o Brasil e o Mercosul têm condições de apresentar brevemente à União Europeia a proposta de acordo sobre o livre comércio com o bloco europeu e que isso deve acontecer ainda este ano.

“Acredito que isso possa ocorrer nos próximos dias ou meses. E esperamos que, da mesma forma, essa questão evolua de forma satisfatória do ponto de vista da União Europeia”, disse a presidente.

COP-21:

A presidente Dilma também disse que o Brasil deverá chegar de forma bastante vantajosa à COP-21, em Paris, com relação às metas de emissão de carbono.

Segundo ela, o Brasil está à frente dos outros países com relação a esse assunto. “Lá atrás, quando ninguém definiu metas voluntárias [para a redução das emissões de carbono], em 2009, durante a COP15, em Copenhague, nós definimos uma meta de um mínimo de 36%. Dessa meta, agora, em 2015, nós já cumprimos 72%”, comemorou a presidente.

Venezuela:

Dilma também afirmou que rechaça qualquer tipo de sanção à Venezuela. A declaração foi um recado oficial ao bloco europeu sobre sua posição em relação ao decreto dos EUA que considera a Venezuela “ameaça incomum e extraordinária”, impondo sanções ao país sul-americano. “Nós, países latino americanos e caribenhos, não admitimos medidas unilaterais, golpistas e políticas de isolamento. Sabemos que tais medidas são contraproducentes, ineficazes e injustas. Por isso, rechaçamos a adoção de quaisquer tipo de sanções contra a Venezuela”, disse.”A Unasul trabalha arduamente para promover o diálogo político na Venezuela, buscando contribuir ao pleno respeito, por todos, ao Estado democrático de Direito e à Constituição”, acrescentou a presidente.

Vale lembrar:

  • A União Europeia e a América Latina e as Caraíbas (ALC) mantêm relações privilegiadas desde a primeira cúpula birregional realizada no Rio de Janeiro em 1999, que estabeleceu essa parceria estratégica. A CELAC, criada no final de 2011, assumiu a interlocução regional desse mecanismo de diálogo e cooperação entre a América Latina e Caribe e a União Europeia (UE), criado no final do século passado. Em 2013, a cúpula empresarial UE-CELAC foi realizada em Santiago do Chile;
  • As duas regiões incluem 61 países e representam 25% do PIB mundial;
  • Em 2014, o comércio de bens entre a UE e a CELAC ascendeu a 203 mil milhões de euros, o equivalente a 6% do comércio total da UE;
  • Segundo o Itamaraty, a União Europeia tem sido a maior fonte de investimentos estrangeiros diretos no Brasil e na América Latina e Caribe;
  • A Presidência rotativa da CELAC no segundo semestre de 2014 foi exercida pela Costa Rica, tendo o Equador assumido o cargo no primeiro semestre de 2015.

Fontes: EU-CELAC Summit; Itamaraty; Blog do Planalto; BBC

GRÉCIA

Na terça (09), a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, confirmou que recebeu novas propostas do governo grego para resolver o impasse sobre a situação financeira do país e disse que, agora, os credores internacionais precisam de tempo para estudá-las.

“As três instituições (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) estão avaliando estas sugestões com diligência e cuidado”, disse Margaritis Schinas, um porta-voz para o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

De acordo com duas autoridades europeias, as propostas da Grécia incluem um aumento da meta de superávit primário (economia do setor público para pagamento de juros da dívida), para 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, 1,75% em 2016 e 2,5% em 2017. Segundo as autoridades, esses níveis são inferiores aos pedidos pelos credores, mas superiores aos que foram propostos inicialmente pelos gregos.

EUROPA / ÁSIA

TURQUIA

Na segunda (08), o governo da Turquia informou que chamou de volta a Ancara o embaixador turco no Brasil para consultas, em sinal de contrariedade ao reconhecimento do genocídio armênio pelo Senado, na última terça (2). Na terça (09), o governo brasileiro lamentou a decisão. Em nota, o Itamaraty também criticou o comunicado da Chancelaria turca, dizendo que a Câmara Alta do Legislativo brasileiro “distorce a realidade” ao aprovar o voto de solidariedade. “O Senado agiu dentro de suas prerrogativas constitucionais e em consonância com o princípio da independência de Poderes consagrada pela Constituição brasileira”, informa o comunicado.

ORIENTE MÉDIO

IRAQUE

Na quarta (10), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o envio de mais 450 militares ao Iraque, para dar assistência às forças locais e tentar retomar território perdido para o Estado Islâmico (EI). De acordo com o plano divulgado pela Casa Branca, os EUA vão abrir um quinto centro de treinamento em território iraquiano, com o objetivo de integrar as forças de segurança do país e combatentes sunitas.


Rafaela_Marinho_01*Rafaela Marinho – Jornalista formada pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui experiência em veículos da mídia, como a revista “EXAME”, da Editora Abril, e o jornal “O Globo”, bem como interesse na cobertura de assuntos econômicos, das relações internacionais e da diplomacia brasileira.


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Esta seleção de notícias é realizada pela ferramenta de fichamentos do Clipping CACD e pelo Clipping de Notícias diário da plataforma. Esta seleção não pretende abranger ou esgotar a totalidade de assuntos e de fontes relevantes na atualidade para os estudos ao CACD. É importante manter uma leitura própria dos assuntos pertinentes.
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