Breves reflexões sobre a Política Externa do Barão do Rio Branco

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Por Lucas Lopes*

Com o declínio do Império para a ascensão da República, buscar modificar as bases em que o Estado se sustentava (sejam elas políticas ou econômicas) era uma necessidade crescente. Mesmo com a continuação e permanência do modelo agrário-exportador era preciso voltar a atenção ao crescente movimento da cultura do café (uma vez que o açúcar havia entrado em declínio depois que do aumento dos mercados exportadores mais baratos que o brasileiro).

Por consequência, os antes poderosos produtores de açúcar do nordeste vão dando lugar ao produtores de café da região Centro-Sul e Sudeste e do Brasil. Com o café se tornando a grande estrela das exportações, um dos maiores mercados para se dar vazão à produção foram os Estados Unidos. Com esta ponte econômica aumentado e perpetuando-se, o Barão do Rio Branco percebeu que ali haveria futuro para aumentar a atuação do Brasil nas relações exteriores de maneira mais expressiva, bem como ajudar na promoção da cultura cafeeira e os interesses nacionais.

A ascensão norte-americana no cenário internacional (e a sua consequência conquista gradual de poder e liderança) seria um bom impulsionador do Brasil com a consequente aproximação na visão do Barão. Utilizando-se da via cafeeira exportadora que teve grande entrada no mercado dos EUA, este país veria com bons olhos a aproximação do Brasil que poderia ajudar em seu projeto de hegemonia política nas Américas (o que funcionava como meio de aproximação de ambos os países).

O Barão foi o grande responsável pelas diretrizes fundamentais da PEB que trouxe diversos ganhos quando foram aplicados. Dessas diretrizes, podemos mencionar: irredutibilidade da soberania brasileira, busca pelo prestígio nacional, preponderância diante dos Estados sul-americanos, entre outros, que foram de suma importância para que o governo de caráter republicano pudesse ser consolidado.

É de bom alvitre ter-se em mente que este “alinhamento” não tem ordem ideológica e sim pragmática para ganhos mútuos. Desta aproximação, pode-se inferir que o Brasil pode encontrar um outro meio para reduzir a dependência do mercado inglês que vinha desde o Império e a mudança da linha política para Washington ao invés de Londres. Além disso, os EUA passaram dar maior apoio ao Brasil o que ajudava a desestimular lides e rusgas com os vizinhos sul-americanos.


Foto - Lucas Macedo* Advogado. Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR (2014). Especializando Lato Sensu em Direito Processual Civil (UNIFOR). Especializando Lato Sensu em Direito e Relações Internacionais (UNIFOR). Especializando Lato Sensu em Relações Internacionais (DAMÁSIO). Especializando Lato Sensu em Estudos Diplomáticos (CEDIN). Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB-CE e Membro da Comissão de Direito Marítimo, Portuário, Aeroportuário e Aduaneiro da OAB-CE.

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3 Respostas para “Breves reflexões sobre a Política Externa do Barão do Rio Branco

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